quinta-feira, março 22, 2012


The purpose of this being

Some people were not born to be happy, for happiness is not something that they could ever recognize or appreciate. Could this be true? I only want you to be happy. A woman prosperous on joy. That's all i wish, with all the strengh of my body and soul. That's all i shout out loud to the winds and waters. For you to be healthy and enjoy the good things, the little things. I need you so much, don't walk away on me.

The end of the world has come. It is all falling down already, the houses, the trees. I don't know where to turn to or where to hide and nohone can save me, not even myself. There's no hiding in hell.


sexta-feira, fevereiro 17, 2012


Da Imposição

Há quem necessite. Tal como o animal que, ao brincar, se aborrece sem limitações, sem alguém que grite, que diga, pára, chega, basta
Sem castigo, sem contrapartida negativa.
Há quem desespere.
Criação de outrém, sem mérito próprio na obra da vida, incluindo o nascer.
Sem alguém que defina onde acaba a estrada, onde começa o trilho.
Há quem definhe na liberdade da reinvenção do "eu".


quarta-feira, janeiro 25, 2012

Thought

"You know the world is getting to an end when people that write two bad sentences think they are genious poets and insist on showing their phoney work to everyone... and the ones that do write beautiful verses keep them in secret." :\


sexta-feira, janeiro 06, 2012

Fotos

Às vezes lembro-me daquele almoço de aniversário. Aquele, em que toda a gente apareceu. Mesmo pessoas que raramente costumávamos ver. A casa, pequena, não conseguia abrigar todos, algumas pessoas conviviam mesmo na rua e, especialmente nós, as crianças, preferimos ficar na rua. Nesse dia, fez-se o impensável. A mesa da sala ficou no quarto maior para haver mais espaço para todos.

Depois cantaram-se os parabéns. O melhor bolo que já tiveste. Era um campo de futebol com balizas e jogadores. Parece-me também que eram os melhores presentes.

Para mim, aquele dia foi só mais um aniversário feliz e alegre.
Hoje, quando revejo as fotos, vejo que todos sabiam. Todos menos eu. Todos sabiam que era o teu último aniversário. E vejo o sacrifício na cara dos pais, nas fotos. E vejo a tua alegria, o teu sorriso, maiores que os outros, maiores que o sofrimento, maiores que a doença. O teu sorriso para compensar a ferida.

Amo-te para sempre*.

domingo, novembro 20, 2011


É normal sentir

É normal o não esquecer e ver ainda a tua cara nos muros e nos vidros

É normal trazer-te em mente para os lugares onde sou inteiramente feliz

É normal imaginar conversas contigo em ausência.

É difícil não sentir a loucura perto, na sombra.

No entanto, não me peças para cortar uma perna, não consigo.


domingo, novembro 13, 2011


Se pudesse dizer que acabou

Se pudesse dizer que já findou aquela neblina que não me permitia ver o chão, diria também que nunca te vi na realidade.

Os passos não têm sentido. Os carros dirigem-se a lugar nenhum. Devagar, devagarinho. A destruição. Não há jantar, não há almoço, não há sono, não há abraço. Se algum embate me levar, hei-de ir calmamente.

E pensar como foi possível o enlear na teia de aranha...

Podem existir talvez outros corpos envoltos em xadrez, pode ser a solução. Mas sem sentido. Podem haver outras mentes interligadas. Mas sem sentido algum.



quarta-feira, julho 28, 2010

c)

Os outros braços, os outros lábios
Ansiedade dentro de cálculo imediato
Talvez de olhos fechados consiga sentir o perfume inebriante
Do mistério condenado e ainda assim intenso
...
E regressa a embriaguez natural
Voluntariamente perdida num labirinto de espasmos absurdos
Sem forças para isolar o movimento
Rodeada de consciência gritante
E inútil

Mas todos sabemos que
Atrás da porta nada mais haverá que plantas caídas

quarta-feira, julho 14, 2010

b)

Sem ter letras para encher o papel, imagino o cultivo inexorável das obras imemoráveis. Até que um sussurro me enche o peito de nada
O vazio O branco O nulo

Se é só o que a vida nos traz, então seja isso que nos envolva agora o pensamento. Que nos curva a postura em vénia.
O inócuo O indolor.

O ar que respiramos, a água que bebemos. O que se chama também vulgarmente de sentimento. O nada. Aquilo que não se vê.
É tudo afinal.

sexta-feira, maio 14, 2010

A)

Nunca no escuro meu amor
Nunca no escuro, preciso de ver duas silhuetas em sombra interpostas na parede branca
Compromisso envolto nas linhas direitas do comum
Podemos tentar perder os limites da sombra no chão
Mas não se dissolve o arame com Aspegic

O tempo constitui-nos assim, rudes, perante a envolvência do fortuito.

sábado, março 06, 2010

A solidão*

O conto de fadas implícito morreu num terceiro andar, pelas mãos de uma alma corrosiva. Andreia num poço de vómito e lágrimas, no chão. Descobriu que o seu companheiro arrancava inocências. A polícia entrou pela porta dentro e quando saiu, desapareceu a vida de um amor encarnado.

Andreia tentou ainda conciliar a ideia do seu amante perfeito e delicado com o violento ser que se limitava a prazeres dilacerados e pensou que nunca mais seria a mesma. Sentiu-se suja e incapaz por ter sido ausente nesse conhecimento. Culpada e horrorizada pela participação involuntária no enredo. Ficou depois inerte várias horas sentada na cadeira da cozinha a olhar para uma parede branca, a conviver com a dor e os demónios que ficaram sentados a fazer-lhe companhia.


*(Esta pseudo história é fictícia.)

terça-feira, julho 28, 2009

Atento almirante
reflecte sobre as ondas térmicas que avançam no sobretudo
Ardil voraz

Voa sobre nós
Corre sobre todos os nossos ecos
O desespero flutuante
A alma invadida é sempre mais preciosa
Na ausência de nós por dentro

Mas Por fim
Desiste e abandona o ego sensível
A consciência regressa ao seu templo.

quarta-feira, maio 20, 2009


Maremoto corrupto


Presta a selvas um serviço expedito
Marco profundo e impetuoso
aquela água breve espera no remoinho dura
a canção do antes e do depois
abraça veementemente o depósito de afectos encurralado
não sei se houve se haverá algum dia
tempo para nós
tempo para o depois

evolução de indelével volume
no âmago interior verde.
Habita no negro escuro.


terça-feira, abril 07, 2009


Antes de roubares, pensa numa música
-Nós ouvimos

O sucesso social do rap pode explicar-se através da seguinte expressão: ouçam-nos ou temam-nos. A inclusão de certos grupos em sociedade, nomeadamente através da música, permite diminuir a revolta por parte de segmentos mais marginalizados socialmente.

(Ouvindo aquela canção, Rolling na Reboleira. Tenho medo da reboleira, especialmente daquela zona na estação, onde já levei um caldo, inadvertidamente.)


I only clean up when i have visitors

Cheguei agora à conclusão que... sou uma péssima dona de casa. Não nasci para isto. It can be weeks before i remember to clean up the kitchen.. but i'll spare you from the dirty details.


terça-feira, março 17, 2009


Pormenores

Manuela Ferreira Leite diz que se recusa a fazer espectáculo, que se recusa a ser actriz. O conservatório agradece.


quinta-feira, fevereiro 12, 2009


Judite de Sousa

Judite em entrevista a Francisco Louçã:

" - Considera que alguém que recebe 5 000 euros por mês é rico ??!! "

Resposta possível: Não, está equiparado a um pobre do Zimbabué.

Ninguém se considera rico... por isso é que existem tantos "pobres", como o senso comum diz.


quarta-feira, janeiro 28, 2009




Puxo o cordão da alma para não subir céus. A vontade era de voltar a descer só depois de lá chegar. De me espalhar por cima de Lisboa e cair em todos, em cima de todos um pouco do meu pó. O peito bate mais e cada vez mais até saltar até sair para fora de dentro para todos para cima de todas as cabeças, sobre a Praça da Alegria. As pessoas comentariam: "Reparem, está hoje a cair outra vez poeira".
E seria apenas o som de um cair objectivo... de pó leve.


domingo, janeiro 11, 2009


Irmão

Adoravas simplesmente falar. Nós eramos as duas faces opostas da mesma moeda. Tu falavas com todos, desconhecidos ou não, sentias curiosidade por tudo e as pessoas comentavam como eras muito esperto para a idade. Eu, sempre prisioneira, dizia-te às vezes para falares mais baixo. Desculpa. Não foi por mal.

Eu estava nos teus dias quando deixaste de falar correctamente. Víamos televisão e de repente o dia quebrava-se por inteiro. A felicidade deixava-nos a pouco e pouco. É estranho como num momento tão rápido, desaparecem as esperanças para todo o resto de uma vida. A impossibilidade de retroceder. O não controlo sobre uma circunstância tão entre nós. A tua gaguez.

Depois noutra altura começou a tua mão a tremer e por fim também perdemos o controlo na perna que te impediu de andar normalmente. O que me levava a seguir-te por todo o lado, com receio que caísses. Nós, que antes caminhávamos ao sabor de histórias místicas, reais...

Ai! Por vezes ainda desejo secretamente perder um braço ou uma perna. Apenas para expressão de dor interna. Para que fosse visível e nítido que, apesar da perda inqualificável, ainda tento prosseguir. No entanto, é assim que me constituo, como um ser humano cortado. Sinto-me alegre ao imaginar olhares para mim sem eu ter o braço direito.

sábado, dezembro 06, 2008


"Nothing is so common as the wish to be remarkable"


Regulavaste nas horas imediatas do sopro incandescente e questionava-me porque era sempre a penúltima, senão a última pessoa a ser escolhida para as equipas de educação física.

E podias dizer que talvez não fosse a pessoa mais dotada para ganhar um jogo de voleibol, especialmente quando todos os lançamentos eram fracassados na rede. No entanto, podia verificar que existiam vários grupos encadeados, vários perfis sociais de aluno-preferencial para as equipas de educação física. Uma delas era, de facto, o tipo social do aluno atlético e sociável, extrovertido, seleccionado sempre em primeiro lugar. Outro dos tipos de aluno era o que, não possuindo especial capacidade para interagir socialmente, tímido e introvertido, detinha dotes de desportista e sendo assim, era sempre preferível na escolha para determinada equipa. Ainda outro tipo social seria aquele que pelo contrário, não tendo quaisquer dotes de desportista, ainda assim a sua presença era sempre requerida, dadas as excelentes capacidades sociais de interacção interpessoal do aluno. Depois a nível intermédio, existiam aqueles com um desempenho instável nas duas áreas, desportiva e social. Numas alturas o desempenho - em pelo menos uma destas áreas - era bom, em outros momentos, seria menos bom, dependendo da conjuntura a respectiva selecção entre os pares.

Ora, para quem não possuía nem uma, nem a outra capacidade desenvolvida... sendo esta uma situação constante, só restava mesmo o último lugar. But "...nothing is so common as the wish to be remarkable".

quinta-feira, novembro 06, 2008


Barack venceu e o discurso comove. Nota-se uma diferença nas ruas, nos autocarros, as pessoas estão um pouco diferentes. A linguagem corporal das pessoas de etnia africana modificou-se, denota-se um orgulho na postura do corpo e uma satisfação interior inegável nas expressões faciais agora diferentes, isto aos olhos de uma caucasiana comum. A sociabilidade heterógenea torna-se de repente mais integrada nas normas quotidianas de interacção social em transportes públicos. Mas não concordo que se deva celebrar este momento como se fosse o cume de toda a história. Não estou contente por Barack ser eleito por ser negro, mas pelas ideias políticas que defende e pela tónica de coragem que imprime aos seus discursos. Não por ser negro, porque esta é uma mudança que há muito se devia, que é quase obrigatória em todas as nações que excluem do acesso ao poder as minorias, ignorando as potencialidades de cada um e concentrando as estratégias apenas num único grupo social dominante, normalmente do género masculino e branco.
E finalmente a lágrima rola, aí sim, quando se verifica que nas palavras, Obama não é arrogante nem vingativo.