I am under the impression that this might be one of the reasons why Amy Winehouse does drugs. If i had a daily life like this, i would probably jump of a bridge or something like that. Are there no limitations to the interest of the media? What about people's private life and sanity?
terça-feira, junho 17, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
tragically bumping into something old
A sombra rude de alguém que sou eu.
Traveller cheques
Deixo que o tempo me marque com um sinal exuberante
Improviso.
São sons distorcidos que me descrevem
Como que arrastam um saco de palha no terreiro, de contentamento momentâneo.
Eu, que sou feminino.
Encontro moroso num lábio incendiado de vezes incontáveis.
A sombra rude de alguém que sou eu.
Traveller cheques
Deixo que o tempo me marque com um sinal exuberante
Improviso.
São sons distorcidos que me descrevem
Como que arrastam um saco de palha no terreiro, de contentamento momentâneo.
Eu, que sou feminino.
Encontro moroso num lábio incendiado de vezes incontáveis.
sábado, janeiro 19, 2008
Ice Rocks
Hoje é sábado, mas no fundo é apenas mais uma quarta-feira. Vou no comboio, olho para a janela e é escuro. Passamos numa estação ferroviária onde, ainda na semana passada, morreu uma pessoa colhida por um comboio, tal é a qualidade e segurança de muitas das nossas estações suburbanas. O local onde a fatalidade aconteceu está assinalado por uma coroa de flores - que pelos vistos ainda não foi vandalizada. Recordo que no outro dia, nesta mesma estação vi um rato a passear perto da zona de espera dos passageiros, o que me fez imaginar aquela estação como um cano de esgoto... Sem ofensa aos ratinhos, obviamente. Mas agora... agora a estação assimila-se mais a um cemitério.
De qualquer maneira, pouco depois, senta-se a meu lado uma rapariga com um embrulho ao peito um bébé, penso eu. O normal nestas situações talvez fosse o meu olhar para o pequeno ser em tons ternurentos, de modo a criar uma certa situação de intimismo social e finalmente de justificação perante a condição humana. Mas não o faço. O que me interessa a mim o produto que outra pessoa realizou? Que tenho a ver com isso e qual é a minha obrigação em visualizar esse produto fabricado?... Nunca gostei muito de crianças de qualquer modo... Não que tenha algo contra elas, apenas não sinto empatia imediata pela sua categoria em termos sociais. Porque é que temos que gostar de crianças só porque são crianças? Se não tenho resolução para as minhas próprias questões filosóficas, como iria suportar as dúvidas abruptas e por vezes violentas que cada criança tem? E que direito teria eu de limitar a natureza curiosa inerente a cada uma delas com a minha definição insuficiente da realidade?
Depois olho para o lado, finalmente, vejo que é apenas um cãozinho bébé embrulhado numa série de mini-cobertores. E penso que... é um cãozinho adorável e eternecedor. :\
De qualquer maneira, pouco depois, senta-se a meu lado uma rapariga com um embrulho ao peito um bébé, penso eu. O normal nestas situações talvez fosse o meu olhar para o pequeno ser em tons ternurentos, de modo a criar uma certa situação de intimismo social e finalmente de justificação perante a condição humana. Mas não o faço. O que me interessa a mim o produto que outra pessoa realizou? Que tenho a ver com isso e qual é a minha obrigação em visualizar esse produto fabricado?... Nunca gostei muito de crianças de qualquer modo... Não que tenha algo contra elas, apenas não sinto empatia imediata pela sua categoria em termos sociais. Porque é que temos que gostar de crianças só porque são crianças? Se não tenho resolução para as minhas próprias questões filosóficas, como iria suportar as dúvidas abruptas e por vezes violentas que cada criança tem? E que direito teria eu de limitar a natureza curiosa inerente a cada uma delas com a minha definição insuficiente da realidade?
Depois olho para o lado, finalmente, vejo que é apenas um cãozinho bébé embrulhado numa série de mini-cobertores. E penso que... é um cãozinho adorável e eternecedor. :\
sábado, dezembro 29, 2007
Abre-se o túmulo e desce alguma da minha carne
Depois fazem subir-se também alguns ossos meus
Num lençol branco, já não merecem urna
São o derradeiro significado do Nada e
Ao baterem na urna emitem um estranho som rígido
e oco
E desvanece-se também algum do meu sorriso
E convidam-se algumas das minhas lágrimas despudoradas
Fecha-se o sol duas vezes e colocam-se chocolates sobre a mesa
Fixos os olhares no chão
Contemplo a pobreza. Hoje durmo ao relento.
Ainda que houvessem mil casinos e hotéis em meu poder, hoje seria apenas mais um sem abrigo
Depois fazem subir-se também alguns ossos meus
Num lençol branco, já não merecem urna
São o derradeiro significado do Nada e
Ao baterem na urna emitem um estranho som rígido
e oco
E desvanece-se também algum do meu sorriso
E convidam-se algumas das minhas lágrimas despudoradas
Fecha-se o sol duas vezes e colocam-se chocolates sobre a mesa
Fixos os olhares no chão
Contemplo a pobreza. Hoje durmo ao relento.
Ainda que houvessem mil casinos e hotéis em meu poder, hoje seria apenas mais um sem abrigo
segunda-feira, novembro 05, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
No corredor invisível de sombras e sons prevêm-se tortilhas de Domingo que apetecem ao mais indeciso dos mortais... Escreve, senta-se um homem gelado e escreve. Um ponto, outro ponto e uma vírgula, ainda um ponto de interrogação. Mais uma reticência, renitência dos pudores sãos de oferecer ao mundo o melhor do seu ser. No interior o proveito do sumo, o sentimento. Não sei o que movimentam os teus lábios, não sei onde procurar o ruído. Concentra-se o auge no decadente ritmo do gesto repetido e aqui estou eu e aqui estamos nós, regressados ao hábito.
quinta-feira, maio 17, 2007
Há sol como há fendas
de branco, inusitado,
ainda assim, não hesita o passo na escuridão
Ergue o espírito solene no abraço inimigo
Vejo cadeiras e vejo canetas
Contudo, não há palavras para escrever
nem corpos para sentar
Vejo ruas sem passos que
num andar circunstancial,
inundem a rua de movimento.
Em realidade, olho um espelho mas não vejo o Eu.
terça-feira, abril 24, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Sempre pensei que num escuro horizonte houvessem as estrelas dum súbito ataque de boas vindas, mas tal não sucedeu. Caminhei e sentei-me ao lado do grande mestre Ol-zarim, e contei-lhe tudo, num sério olhar de entre rios com a voz de dentro a sair sem chamar o porquê. Era tudo tão estranho na terra dos alifas, tudo era tão diferente, naquele lugar... Sem haver qualquer contacto entre as pessoas, todos se falavam pelo silêncio. Pedras nas árvores, uvas nos muros cinzentos e certo dia olhei-me no espelho da água no lago e não vi qualquer reflexo. O grande mestre indicou que era algo possível, porque sempre que alguém se aproxima das terras de alifas, nunca é possível voltar o mesmo. Deveria afastar-me para um lugar sozinho, onde pudesse ouvir sem desânimo onde estava o eu anterior. Ela continuava na outra terra, nunca mais houvera notícias da sua beleza ou encantamento. E, sim, podia ouvir-me a mim próprio, mas quem queria ouvir era a bela flor-rosmaninho engrandecida. Eu tinha-a abandonado, mas tão somente porque não conseguira ficar naquele espaço, sem que viessem um dia cercar a casa de palha para buscar-me. Gritava ao vento para que ela ouvisse a minha voz no som das nuvens, a minha alma hoje ainda dilacera no festim do entrudo triste. A condição do meu sexo não permitia que visitasse aquelas terras isolado e, por tudo o que tinha feito, espalhara-se a palavra do meu não-regresso. Orava para que no coração de Ima se acendesse uma luz que lhe secasse as lágrimas, pela força do seu calor próprio.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Jovem,
Se tens mais de 18 anos, fumas, usas fios e brincos de pérolas enfeitados, se esticas os cabelos dia sim/ dia não, se usas sapatos de grande altitude, se pões maquilhagem e te vestes como se não te pudesses mexer ou como se desfilasses o dia inteiro numa passarele de feira de rua... Temos uma proposta interessante. Contacta já o teu primo/tio/pai e vem trabalhar connosco! Temos para ti a oferta de um mundo virtualmente programado para fotógrafos profissionais com objectivas directamente apontadas para ti 24 horas por dia, captando todos os teus movimentos ao longo do dia! Todos os fins-de-semana, constará numa super revista a lista dos melhores estilos da semana. Neste pacote inclui-se também um grupo de colaboradores escravó-inferiores, em que podes cuspir e bater literalmente várias vezes ao dia! Desfrute das magnifícas tertúlias de rumor sobre estes pequenos seres em lanches simplesmente divinais! Divirta-se a descobrir o valor dos seus medíocres salários e as hediondas roupas que usam! Inscreve-te... e dá mais um passo em frente para a felicidade!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Sangravas ao som de congéneres líricas, brilhantes modos de queimar o incenso que te corrompia. As névoas, nunca sonhaste quem eram, nunca disseste que eram o milagre exposto nas colinas. Corres e gritas, acendes a luz no temor de estar vivo e querer ir para além das apostas no mijo de querer ser mais do que aquilo que viste no espelho, enfim... Eu nunca hei-de saltar à corda, por mais anos que respire, a corda irá estar sempre demasiado alta para o tamanho das pernas. Estou demasiado ocupada a rondar as órbitas dos planetas que vivem longe daqui.
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