sexta-feira, janeiro 25, 2008
A sombra rude de alguém que sou eu.
Traveller cheques
Deixo que o tempo me marque com um sinal exuberante
Improviso.
São sons distorcidos que me descrevem
Como que arrastam um saco de palha no terreiro, de contentamento momentâneo.
Eu, que sou feminino.
Encontro moroso num lábio incendiado de vezes incontáveis.
sábado, janeiro 19, 2008
De qualquer maneira, pouco depois, senta-se a meu lado uma rapariga com um embrulho ao peito um bébé, penso eu. O normal nestas situações talvez fosse o meu olhar para o pequeno ser em tons ternurentos, de modo a criar uma certa situação de intimismo social e finalmente de justificação perante a condição humana. Mas não o faço. O que me interessa a mim o produto que outra pessoa realizou? Que tenho a ver com isso e qual é a minha obrigação em visualizar esse produto fabricado?... Nunca gostei muito de crianças de qualquer modo... Não que tenha algo contra elas, apenas não sinto empatia imediata pela sua categoria em termos sociais. Porque é que temos que gostar de crianças só porque são crianças? Se não tenho resolução para as minhas próprias questões filosóficas, como iria suportar as dúvidas abruptas e por vezes violentas que cada criança tem? E que direito teria eu de limitar a natureza curiosa inerente a cada uma delas com a minha definição insuficiente da realidade?
Depois olho para o lado, finalmente, vejo que é apenas um cãozinho bébé embrulhado numa série de mini-cobertores. E penso que... é um cãozinho adorável e eternecedor. :\
sábado, dezembro 29, 2007
Depois fazem subir-se também alguns ossos meus
Num lençol branco, já não merecem urna
São o derradeiro significado do Nada e
Ao baterem na urna emitem um estranho som rígido
e oco
E desvanece-se também algum do meu sorriso
E convidam-se algumas das minhas lágrimas despudoradas
Fecha-se o sol duas vezes e colocam-se chocolates sobre a mesa
Fixos os olhares no chão
Contemplo a pobreza. Hoje durmo ao relento.
Ainda que houvessem mil casinos e hotéis em meu poder, hoje seria apenas mais um sem abrigo
segunda-feira, novembro 05, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, novembro 20, 2006
quarta-feira, agosto 30, 2006
Success ?
There are those with the skills for fashion. There are those with the ability to pursue an objective, an idealized project to throw your whole self in it, despite contrary wills or opinions, even without ready means. There are those who learn easily and there are those that simply are born with a gift. There are those with the capacity of making connections everywhere and these sociabilities will help and guide them throughout the way. There are those that can make others laugh or feel curious. There are those that haven't got anything besides a well structured family that is a practical parachute for them in every casuality. I haven't got any of this shit. I'm "George Constanza on the run" type. And that's what makes me special: appart from being the average guy on various matters, i am nothing. That's an accomplishment by itself. With no pretensions, no skills, no objectives besides lying around. I believe that kind of human presence has to be defended.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Na Terra dos Sonhos
Andava eu sem ter onde cair vivo. Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor. Ai de mim não era nada daquilo que eu queria. Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior...
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal. Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual. Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar. Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar.
Andava eu sózinho a tremer de frio. Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher. Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção. E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer.
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal. Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual. Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar. Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar.
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar. E se às duas por três vires que perdeste o balanço... Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar.
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal. Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual. Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar. Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar.
Jorge Palma
